Blog *Francisco Araujo *



“AGORA É NÓS” (tradução não autorizada de Now it's "us", now it's "we"” trecho da letra de Ben - Michael Jackson)

 

BEN tem um pouco do drama pessoal de Michael Jackson. Ben soa como um amigo imaginário, uma fantasia para suprir o vazio da solidão. Todo mundo rejeita Ben, mas uma pessoa não o rejeita e abandona o eu, eu por nós. (o inverso hoje é vivido pelo PT no Maranhão, onde o Eu, Eu baniu o Nós)

Jackson é a própria tragédia Disneylândia/Hollywood enquanto fábricas de sonhos pasteurizados e simulações (ou será simulacro?) enlatadas em série. Jackson teve uma infância sem infância, uma história de vida quase sem experiências de vida, já que acabou vivendo para o palco e em prol da imagem do artista (o artista da fome pós-moderno). Inventou e reinventou uma imagem de show para sobreviver numa vida que não tinha muita consistência fora do show. A busca desesperada pela manutenção da jovialidade exteriorizava a encarnação do Peter Pan, numa terra só dele, a Terra do Nunca. Tem gente que não “teve infância”, outros tiveram  infância, mas “faltou brinquedo”. Para Jackson faltou tudo ao mesmo tempo, pois tudo era cenário e figurino, um tipo que só podia brincar e ser alguém na encenação do show business.

Tudo indica que sua morte foi bem antes, permanência só um corpo grudado a uma personagem, ao se desgarrar do personagem o faz crescer, como síntese do suvenir Mac Donald. Síntese do jogo empresarial em que a vida pessoal é subjugada ao máximo em prol do personagem. Uma tragédia tantas vezes vista.

Mas o personagem é indiscutivelmente gigante, devastador. Não teve canto ou fronteira que resistiu ao requebrado brilhoso e frenético de Jackson. A força foi tamanha que todo o leste europeu, pós-queda do muro de Berlim rebolou com Beat it.

Menor não foi a sedução sofrida pela “esquerda” de ferro maranhense (marxismo vulgar e não libertário), que após décadas de massivas doses de Mercedes Sosa, Taiguara e outras artes engajadas, caiu no rebolado de Jackson arraial a dentro. Daí também começou uma paixão com essa grafia J. A. C. K. S. O. N e o que era para ser diéquison  foi ficando jaquison. Para os que ainda não rebolaram Beat it no arraial ainda há tempo. Tem São Pedro na Madre e “São” Marçal no João Paulo.

Veja: http://musica.uol.com.br/ultnot/multi/2009/06/25/0402366ECC895346.jhtm

 



Escrito por Francisco Araujo às 13h59
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 foto: Ministério da Defesa


O HEROÍSMO NÃO RECINHECIDO

 

As buscas pelos corpos e pedaços do avião do voo 447 da Air France foram encerradas ontem (26/06/2009) e logo se seguiram os ataques à Marinha e à Aeronáutica. Compreensível a dor dos parentes e o desejo deles de quererem enterrar seus mortos, mas, tecnicamente, as chances de resgatar mais corpos são mínimas. O corpo humano não é uma placa de plástico ou uma chapa de ferro, portanto, não suporta a ação continuada dos componentes da água marinha e da fauna marinha.

O que faltou foi o reconhecimento do trabalho realizado pela Marinha e pela Aeronáutica. Trabalhando em situações difíceis, os militares brasileiros realizaram um trabalho grandioso, pois não se tem notícias, no mundo inteiro, de um trabalho semelhante e em tais situações. As operações dos militares brasileiros resgataram 51 corpos e mais de 600 partes da aeronave do acidente. Ninguém lembra que fazer isso foi um ato de extremo heroísmo, principalmente, diante das condições em que se encontram as frotas navais e aéreas.  Durante todo o período dessa operção os riscos de morte estiveram presentes. Porém, foram enfrentados com bravura.

Há décadas a Aeronáutica opera com aviões velhos e recuperados à custa do sucateamento de outros aviões. Melhor não é situação da Marinha que também carece de renovação da frota. Os governos civis, instaurados desde 1985 com a redemocratização, tem cometido o equívoco de confundir a importância e a necessidade das Forças Armadas em prol da defesa do país com o Golpe de 1964. Uma coisa é o ato reprovável e odioso cometido por uma geração de militares em um dado período histórico. Cujas marcas são inegáveis, vide o recente arquivo de Curió. Outra coisa é necessidade e a importância da capacitação, do treinamento e do aparelhamento técnico-científico das Forças Armadas em prol da nossa defesa e proteção. Imagine o quanto exitosa poderia ser essa operação se os nossos militares possuíssem equipamentos mais modernos e recursos tecnológicos mais avançados.

A privatização da Embraer não foi só a venda de uma empresa, mas o desmonte de um centro de tecnológico de pesquisa da Aeronáutica, além disso, são baixos os recursos e o apoio dado aos centros militares de pesquisa, tais como o  CTA (IEAv, IAE, ITA). O Brasil, antes da venda da Embraer, estava desenvolvendo um caça e mísseis com tecnologia nacional. Esse desmonte foi efetivado por Fernando Henrique Cardoso. Outros danos já tinham sido feitos contra o aperfeiçoamento tecnológico das forças armadas no período de Fernando Collor, que acabou com Engesa, onde diversos veículos militares foram desenvolvidos e produzidos, além de desmontar o campo experimental nuclear na Serra do Cachimbo.

Por pouco não se entregou a base espacial de Alcântara aos norte-americanos. Cabe ao governo atual e aos próximos reparar esse equívoco e nos deixar em condições mínimas de defesa, pois temos recursos em massa como água potável, petróleo no pré-sal, a Amazônia etc., que não estão livres das ambições externas. Soma-se a isso a necessidade de socorro e proteção da população em caso de calamidades e catástrofes.

O desmonte e o sucateamento das Forças Armadas brasileiras tem sido o ponto de convergência entre uma ala da esquerda brasileira e o departamento de estado norte-americano.

 

 

 



Escrito por Francisco Araujo às 16h03
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ASPARTAME: entre a histeria e os fatos

Tem circulado na internet um e-mail denunciando os males do aspartame para a saúde. Entre os problemas provocados por esse adoçante está sua capacidade de potencializar o desenvolvimento de câncer e o lúpus sistêmico. Há exageros e alguns e-mails incorporaram conteúdos sem referência confiável ou de base científica. No entanto, a informação tem, na sua origem, uma base científica e foi desenvolvida pela Fundação Européia Ramazzini, na Itália. Em 2005 a Ramazzini realizou uma pesquisa utilizando 1.900 ratos, nos quais foram ministradas doses com apenas 40% da quantidade de consumo diário considerado tolerável pela FDA (agência de medicamentos e alimentos norte-americana),equivalente a 50 miligrama por quilograma do peso do corpo. Os resultados mostraram alterações no desenvolvimento de cancros nos ratos, principalmente no grupo de ratos que recebeu doses mais elevadas de aspartame. A preocupação aumentou porque esse elemento está hoje presente em mais de 6 mil produtos alimentícios no mundo inteiro. Além disso, a pesquisa envolveu um número de experimento bem acima de todas as pesquisas até agora realizadas.

Enfim, há indícios sérios que o aspartame tem potencial de produzir cancros, mas não está nos estudos a vasta lista de doenças apresentadas por alguns e-mails  na internet. Porém, é algo que precisa ser urgentemente avaliado, pois em nenhum produto vendido no Brasil faz referência a quantidade de consumo tolerável diariamente. Basta observar o exemplo de quem passa o dia tomando cafezinho adoçado com adoçantes à base de aspartame. A nossa querida e bela coca-cola zero contém, na embalagem de 2,5 litros, 12 mg de aspartame.

Imaginemos as crianças que possuem peso corporal menor que os adultos, elas se tornam mais sensíveis aos efeitos das doses diárias  de aspartame. Uma criança, que bebe coca-cola a semana inteira, iogurte e tantos outros alimentos contendo aspartame, tem grande probabilidade de sofrer algum tipo de câncer. Na Câmara e no  Senado, onde habitam os não-comuns, não se tem tempo para pensar essas coisas sobre a vida dos comuns. Aspartame aos pobres!!!!



Escrito por Francisco Araujo às 17h12
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JOÃO NA FOGUEIRA DO JOSÉ

Como uma faísca de fósforo e um bum de bomba de São João, as matérias produzidas pela imprensa sobre irregularidades no Senado, particularmente o jornal O Estado de São Paulo, acendeu a a fogueira e provocou barulho da desconfiança sobre a credibilidade e a moralidade do Senado brasileiro. A imprensa contabilizou 300 atos suspeitos no Senado, ilustrados pelos atos secretos, ações de ordem pública sem publicidade. Com o nome de João Fernando, neto do senador Sarney, circulando na mídia, as chamas da fogueira foram na direção do presdidente do Senado, colocondo-o no centro da crise de moralidade do Senado. A ala de oposição a Sarney, no Senado, ganhou fôlego e alguns buscam encurtar o tempo de permanência do senador José Sarney à frente do Senado. Tudo indica que os acontecimentos estão ganhando força em virtude de um enfrentamento, de uma disputa de poder que envolve funcionários e parlamentares, ambos envolvidos pelo impulso corporativo e vícios não republicanos ali estabelecidos.

Diante das denúncias e questionamentos, o presidente do Senado, José Sarney, usou ainda pouco (16h) a tribuna do Senado para fazer um pronunciamento sobre as denúncias de irregularidades no Senado. O senador José Sarney, vestido num terno bem alinhado, estava visivelmente emocionado e com a mão direita apresentando tremores involuntários, fez um relato de sua trajetória política, contestou várias denúncias, negou os atos secretos, afirmou que medidas serão adotadas contra as irregularidades, destacou sua condição de homem público de conduta ilibada e considerou injustas e indevidas todas as acusações feitas contra ele, principalmente diante dos serviços que teria prestado ao país. Também resaltou os seus problemas de ordem familiar - a operação por que passou sua filha Roseana. Destaco aqui alguns trechos da fala do senador e presidente do Senado José Sarney.

“O problema não é meu, o problema é do Senado”

“A graça que me deu Deus da recuperação do que eu melhor fiz nessa vida”. (recuperação da filha Roseana)

“Ninguém pode me cobrar nada no Brasil em termos de transparência”.

“Só conheço um ato secreto que foi da época do presidente Médici.”

“Todos os atos estão na rede.”

“O único governador contra o AI-5”.

“Fui o relator do fim do AI-5”.

“Grupos econômicos, radicais da mídia e corporativos querem tomar o nosso lugar”.

É uma injustiça o país me julgar”.



Escrito por Francisco Araujo às 18h38
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A IRONIA DOS SONHOS

 “Sonhar e voar/ Como pássaro/ Ou então poeta/ Até ser estrela no azul” (Ribamar Filho)

A bagagem mais cara no interior do Airbus A300-200 da Air France, vôo 447,  não tem materialidade e nenhum equipamento poderá detectar. Também não foi parar nas profundezas abissais do oceano. A rica bagagem do Airbus é constituída dos múltiplos sonhos que carregavam os passageiros de diversas nacionalidades. Uma tragédia irônica, cheia do inusitado e carregada de incógnitas. Desde o primeiro momento que tomei conhecimento desse fato pensei: quantos passaram um tempinho guardando dinheiro para conhecer essa cidade Paris? Quantos planejaram se divertir, conhecer coisas novas, o Louvre etc, etc.

Num lance ainda desconhecido... a aeronave desaparece, especulações e suposições vão se amotoando sobre as causas do acidente. Porém, o que se tem como fato é a tragédia concretizada na finalização das vidas dos passageiros e dos tripulantes. Os que iam,  não chegaram, não ultrapassaram o instante do sonho.




Escrito por Francisco Araujo às 15h28
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AneurisMA

O Maranhão, depois de ocupar os noticiários nacionais com as calamidades das enchentes, volta a ser notícia nacional com a internação da governadora do estado para tratar de um aneurisma. Mas o que é um aneurisma? Pois é? Há tempos se ouve e se fala de aneurisma, mas bem poucos sabem exatamente o que é e porque consiste em um risco.

Trocando em miúdo o aneurisma: a parede arterial em um determinado ponto fica frágil, essa parte frágil começa a sofrer dilatação. A causa da dilatação se desenvolve por força da pressão sanguínea. O fator que torna a parede arterial frágil ainda é desconhecido. Enfim, esse ponto frágil da artéria fica como uma bolha de sangue.

Os riscos de um aneurisma cerebral são vários. O perigo está em sua ruptura e a hemorragia conseqüente dela, que pode atingir a meninge. As estatísticas apontam entre 30% a 40% de pessoas que sobrevivem e continuam a sobreviver sem seqüelas. A grande maioria das vítimas do “derrame” desconhecia que estava com um aneurisma. Em geral, o aneurisma vai se avolumando silenciosamente. 

Quando é detectado antes de um derrame pode ser tratado com intervenção cirúrgica ou através da técnica de embolização por cateter.

 

“Até 1990 os aneurismas só podiam ser tratados através da cirurgia, que consiste em abertura do crânio, afastamento do cérebro e bloqueio do aneurisma com clip (grampo) metálico. A partir desta época, foi desenvolvido nos Estados Unidos e aperfeiçoado na França um método denominado Embolização Por Cateter que substitui a cirurgia. Como o próprio nome diz, o método consiste em introduzir um catéter na artéria da virilha e através de monitor de TV ele é levado até o aneurisma promovendo o seu bloqueio com Micro Molas de Platina. Este material não causa reação nem rejeição e é definitivo. A duração da Embolização é, em torno, de duas horas e o tempo de internação reduzido(dois a três dias).”  (Dr. Marcio Sampaio)

 

 

 



Escrito por Francisco Araujo às 19h22
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