A IRONIA DOS SONHOS

 “Sonhar e voar/ Como pássaro/ Ou então poeta/ Até ser estrela no azul” (Ribamar Filho)

A bagagem mais cara no interior do Airbus A300-200 da Air France, vôo 447,  não tem materialidade e nenhum equipamento poderá detectar. Também não foi parar nas profundezas abissais do oceano. A rica bagagem do Airbus é constituída dos múltiplos sonhos que carregavam os passageiros de diversas nacionalidades. Uma tragédia irônica, cheia do inusitado e carregada de incógnitas. Desde o primeiro momento que tomei conhecimento desse fato pensei: quantos passaram um tempinho guardando dinheiro para conhecer essa cidade Paris? Quantos planejaram se divertir, conhecer coisas novas, o Louvre etc, etc.

Num lance ainda desconhecido... a aeronave desaparece, especulações e suposições vão se amotoando sobre as causas do acidente. Porém, o que se tem como fato é a tragédia concretizada na finalização das vidas dos passageiros e dos tripulantes. Os que iam,  não chegaram, não ultrapassaram o instante do sonho.



AneurisMA

O Maranhão, depois de ocupar os noticiários nacionais com as calamidades das enchentes, volta a ser notícia nacional com a internação da governadora do estado para tratar de um aneurisma. Mas o que é um aneurisma? Pois é? Há tempos se ouve e se fala de aneurisma, mas bem poucos sabem exatamente o que é e porque consiste em um risco.

Trocando em miúdo o aneurisma: a parede arterial em um determinado ponto fica frágil, essa parte frágil começa a sofrer dilatação. A causa da dilatação se desenvolve por força da pressão sanguínea. O fator que torna a parede arterial frágil ainda é desconhecido. Enfim, esse ponto frágil da artéria fica como uma bolha de sangue.

Os riscos de um aneurisma cerebral são vários. O perigo está em sua ruptura e a hemorragia conseqüente dela, que pode atingir a meninge. As estatísticas apontam entre 30% a 40% de pessoas que sobrevivem e continuam a sobreviver sem seqüelas. A grande maioria das vítimas do “derrame” desconhecia que estava com um aneurisma. Em geral, o aneurisma vai se avolumando silenciosamente. 

Quando é detectado antes de um derrame pode ser tratado com intervenção cirúrgica ou através da técnica de embolização por cateter.

 

“Até 1990 os aneurismas só podiam ser tratados através da cirurgia, que consiste em abertura do crânio, afastamento do cérebro e bloqueio do aneurisma com clip (grampo) metálico. A partir desta época, foi desenvolvido nos Estados Unidos e aperfeiçoado na França um método denominado Embolização Por Cateter que substitui a cirurgia. Como o próprio nome diz, o método consiste em introduzir um catéter na artéria da virilha e através de monitor de TV ele é levado até o aneurisma promovendo o seu bloqueio com Micro Molas de Platina. Este material não causa reação nem rejeição e é definitivo. A duração da Embolização é, em torno, de duas horas e o tempo de internação reduzido(dois a três dias).”  (Dr. Marcio Sampaio)

 

 

 

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