
OUTROS HONORÁVEIS
FHC, em sucessivas tentativas fracassadas, tenta ganhar espaço e visibilidade no cenário político nacional. Como uma múmia tentando sair do sarcófago, o ex-presidente, ex-ministro e sociólogo busca uma fresta por onde passar e entrar em evidência novamente. Já tentou vários motes, fez ataques aos pronunciamentos do Presidente Lula, tentou desqualificar os avanços sociais no Governo Lula, tentou ligar a imagem do Presidente Lula ao autoritário Chávez, mas nada disso deu certo. Não teve eco e o povo ignorou os ataques ao seu Presidente.
Uma das mais patéticas aparições de FHC foi no Programa do Jô Soares. Na ocasião FHC riu e ironizou o que seria uma ignorância do Presidente Lula, por esse ter definindo a crise de “uma marolinha”. FHC, sem nenhum cuidado, disse que o Presidente Lula não sabia o que estava dizendo.
Por último às voltas e combinado com Caetano Veloso deflagrou outros ataques a Lula, mas, sem respaldo da credibilidade popular, o povo ignorou o que ele falou e repreendeu Caê (notório honorável da corte de ACM), até dona Canô ficou a favor de Lula.
FHC, um ego doentio, não desiste de querer ganhar visibilidade, agora se agarrou, tardiamente, no caso Estadão VS. Família Sarney (entrevista no Estadão de 20/12/2009). Só agora FHC viu que o Estadão está sendo censurado de forma prévio e que essa medida é vergonhosa e atenta contra a liberdade de expressão democrático e fere o princípio republicano de publicidade sobre as coisas públicas. Só agora viu que crime contra a coisa pública não é coisa de vida privada, íntima, mas questão pública e que deve ser tornada pública. Crime é crime. Estado de direito todos tem iguais direitos e deveres, assim mesmo é a regra para quem cometeu atos ilícitos.
Qual a verdadeira pretensão de FHC dessa vez? A liberdade de imprensa? Não! É mais uma vez atacar o governo Lula, pois atribui a censura ao Estadão como coisa do governo Lula. Vejamos: “ Fui presidente, ministro, a crítica sempre incomoda. Mas a função de quem está na mídia é criticar, e de quem está no governo é entender a função da mídia”. Ora, é nítido como ele liga “quem está no governo” com a censura imposta ao Estadão. Por que ele não disse: a Família Sarney?
E logo em seguida joga mais veneno: “Mas não pode, como agora, antes de qualquer coisa, dizer que você não pode entrar em tal matéria. Me parece absurdo”.
Covardemente omite o nome dos Sarney e fala de “como agora”, que traduzindo quer dizer no período do Governo Lula. O que é isso?
FHC, por falta de originalidade e flagante desgaste da sua imaginação sociológica, repete copiosamente a fórmula do seu algoz eleitoral Jânio Quadros. FHC simplesmente trocou ocultas por culturais para explicar a existência de terminados arquétipos da nossa vida política. Vejamos: “Que forças são essas?
Forças culturais. Isso vem da nossa cultura, que é formada numa visão onde a separação entre o público e o privado é confusa, onde o favoritismo, o clientelismo e o arbítrio permanecem como uma tendência. Aqui a ideia de quem pode pode, quem não pode se sacode é generalizada.” Por que não falou do mandonismo e deu nome aos mandões, que participaram ativamente em seus dois governos? Que covardia!!!
Enfim, FHC deixou a veia sociológica e enveredou pelo humorismo: “Infelizmente, dada a anestesia no Brasil, a reação é pequena. Deveria ter sido maior. Estamos vivendo um momento difícil porque vem junto com a expansão da economia. Como é o mercado que rege a sociedade no Brasil, infelizmente, o resto fica obscurecido. É uma pena. Espero que agora, com a eleição, a sociedade desperte um pouco mais.”
Só pode ser piada. FHC agora é anti-doutrina neoliberal, está criticando o mercantilização da vida!

Não basta ser pobre... TEM QUE SER HUMILHADO
As coisas aqui nunca estiveram tão velhas e viciadas em termos de práticas eleitoreiras. As ações de governo assumem uma forma nitidamente de personificação das ações, para que no fim o direito seja entendido e recebido como favor, dádiva. Mas isso não é tudo de nosso atraso. O mais grotesco é como as pessoas são posicionadas e submetidas para receber o “favor”. A imagem de cidadão de cidadão já é diluída desde o início do processo. È necessário que ele ouça e sinta que ele não tem nada e faça reverência aos senhores onipotentes. Comprimidos em calçadas e expostos gratuitamente ao sol, ao sereno e aos assaltos. Muito estão dormindo na frente dos postos de atendimento. Todo esse esforço recai sobre o segmento social com renda entre 0 a 3 salários mínimos.
O Programa Minha Casa, Minha Vida está escalonado por faixa de renda da seguinte maneira (Geral – Brasil):
Renda até três salários mínimos - 400 mil casas
Renda entre três e quatro salários mínimos - 200 mil casas
Renda entre quatro e cinco salários mínimos - 100 mil casas
Renda entre cinco e seis salários mínimos - 100 mil casas
Renda entre seis e dez salários mínimos - 200 mil casas
Em São Luís, como já é sabido, o acesso à moradia digna é uma coisa rara à população de menor poder aquisitivo. O que está acontecendo passa pela equação oferta e demanda. A demanda reprimida é muito, muito, muito maior do que a oferta. A quantidade de unidades a serem construídas é um pouco mais de 15 mil unidades. A população adulta (ativa e produtiva) de São Luís, segundo o IBGE, 60% dos com ocupação remunerada ganham até dois salários mínimos. Agora... fica imagina o restante... da população...
Mas em termos de “governo” o que vale agora é alimentar a esperança e manter os milhares e milhares de inscritos como “súditos fiéis”. Depois são “outras coca-colas”!!!! Depois... é o depois: as eleições já passaram, tudo passou...

A SANTA CUECA DOS HONORÁVEIS
Tudo indica, pelos fatos apurados até agora, que a criação do Valério-duto e do mensalão é da era FHC. As ações e mediações ocorridas em Brasília tem o mesmo carimbo das de Minas etc.
Em recente entrevista, na Rede-tv, o presidente Lula falou na tentativa de golpe contra seu governo, disse que a história do mensalão era um pretexto para tirá-lo da presidência. O presidente Lula disse que quando sair da presidência vai investigar pessoalmente esse caso.
A cúpula do DEM fala em expulsar, mas até agora não fez nada. Todos estão sob ameaças do próprio governador. Mas para a cúpula do DEM o que justificaria a expulsão do governador é que o dinheiro é SUJO. Por que? Porque foi colocado junto às partes íntimas. Esse parece ser o entendimento ético de moralidade pública desses partidos.
FHC, chame a imprensa e faça uma vasta explicação de suas eternas virtudes!!!
ilustração: Francisco Araujo
BÁ-BLÁ-BLÁ PALACIANO (LOCAL)
Alguns por aqui querem fazer crer que as dificuldades do PT de compor nacionalmente com o PMDB estão restritas ao Maranhão ou que o MARANHÃO É O ÚNICO CASO. ISSO NÃO É VERDADE. Também não é verdade que a direção nacional desconheça essas dificuldades e tão pouco pensa em agir de forma autoritária. A possível candidata do PT à presidência da República reconhece a impossibilidade de fechar essa aliança em diversas regiões.
Vejamos as palavras de Dilma:
“Florianópolis - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff , disse ontem (23) em Florianópolis que acha difícil uma aliança de proporção nacional entre o PT e o PMDB. Segundo ela,as dificuldades estão nos Estados.
Dilma afirmou que não há como 'defender uma coisa que está na cabeça da gente e querer que a realidade se enquadre', em alusão ao quadro político encontrado em cada Estado.
"Não tem uma regra única. Não é possível impor um modelo único, porque não cabe. A diversidade do país é muito grande, as características regionais, diferentes", afirmou. "Vem alguém lá de cima a ditar regra? Aí não dá, não é democrático."
.(Agência FOLHA, 24/11/2209)
CONTRARIANDO A TESE DE DIRCEU
Ao contrário do que pensa Dirceu, umas das grandes cabeças do Partido dos Trabalhadores (PT), os dados apontam para a necessidade de manutenção da candidatura de Ciro para viabilizar a candidatura de Dilma. A pesquisa divulgada hoje (23/11/2009) pela CNT/Sensus aponta queda de Serra e crescimento de Dilma, mas nos diversos cenários testados, o pior cenário para Dilma é uma disputa sem Ciro Gomes, pois Serra cresce de forma avassaladora. Cabe destacar para o cenário testando chapas, onde a dupla Ciro/Aécio apresentam com uma dupla com grande potencial competitivo (vá entender a cabeça de eleitor.. rssss). Nota-se também que Michel Temer aparecendo como vice de Dilma não agrega muito e a vantagem de Serra até aumenta.
Dado importante pró Dilma, entre os entrevistados, 51,7% disseram que podem votar em quem Lula apoiar. Isto é, o pedido do presidente pode ser atendido.
Ele ainda não começou a pedir de forma direta.
O placar na estimulada é o seguinte:
Serra = 31,8%
Dilma = 21,7%
Ciro = 17,5%
Marina = 5,7%.
Na espontânea:
Lula 18,1% (não é candidato e nem pode ser)
Serra (8,7%)
Dilma Rousseff (5,8%)
Aécio Neves (4,2%)
Ciro Gomes (2,6%)
Heloísa Helena (1,4%)
Marina Silva (0,7%).
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